CIDADE UNIVERSITÁRIA, 10 DE OUTUBRO DE 2025
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A USP É COOL, AINDA
A Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP-USP), que pretendia destinar o "bloco das mães" do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (CRUSP) à política de permanência estudantil para mães e pais de bebês reborn, removendo as moradoras "mães de humanos" atuais, sofreu diversas críticas: "É desumano! Perderam o hype! Eu nem lembrava mais o que era bebê reborn!", metralharam os críticos nas redes sociais.
A PRIP, ainda tentando se adaptar aos novos tempos e responder aos ataques, emitiu a seguinte nota:
“Calma, calabresos! Sabemos que perdemos o bonde dos bebês reborn. Mas, para nossa alegria, vamos manter o projeto de atualização da USP, já que expulsamos as mães. No novo espaço, no antigo bloco das mães, a USP implantará uma fábrica de Labubusp, a ser utilizada pelos moradores do CRUSP, exceto pela Luíza, que está no Canadá.
No novo regulamento dos auxílios estudantis, vamos implementar a obrigatoriedade de 200 horas anuais de trabalho na fábrica de Labubusp, como uma forma de os alunos retribuírem à sociedade. Além disso, a cada 12 horas de trabalho, os moradores do CRUSP poderão ter o direito de receber uma visita em seu apartamento, desde que solicitado com 30 dias úteis de antecedência.”
CRUSP: A FORMA DA ÁGUA
Moradores do Conjunto Residencial da USP (CRUSP) reclamam da falta de água nos blocos: “Chamei uma moça para tomar banho comigo lá no meu apartamento. Tivemos que terminar o banho usando uma garrafinha de água que eu tinha enchido no bandejão. Nunca mais ela falou comigo.”
A Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP-USP), responsável por comandar o CRUSP, disse que é um problema pontual: “É um problema pontual, que tem ocorrido toda segunda, terça, sexta e sábado. No mais, vamos distribuir baldes para os moradores armazenarem água da chuva, e estarão autorizados a recolher até 15 litros de água de suas respectivas faculdades para higiene pessoal.”
FIM DA FILA DO RESTAURANTE CENTRAL
A Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) declarou o fim da fila no Restaurante Universitário Central da USP: “VAMOS ACABAR COM A FILA DO CENTRAL!”, disse o reitor ao acordar de seu pesadelo recorrente — estudantes pintando a raia olímpica com tinta guache vermelha em homenagem ao comunismo, conforme revelou nossa fonte "anônima".
Para viabilizar o projeto e aproveitar o ímpeto da primeira manhã reitorial, a universidade teria contratado a consultoria MinqueiMouse & Company, em janeiro de 2025, ao custo de 100 reais por aluno — o que parecia um bom negócio para a universidade até descobrirem que a USP tem mais de 97 mil alunos.
O relatório, segundo informações obtidas pelo jornal O Saruê da Verdade, foi entregue na última segunda-feira. Em letras garrafais, na segunda, e última, página do documento, a solução proposta: “NÃO ENTRE EM PÂNICO, FECHEM O CENTRAL!”
A proposta, que será seguida pela USP, consiste em fechar o restaurante. Questionada, a Reitoria respondeu: “Se fecharmos o restaurante, acabaremos com a fila. No final, sobre o Central, quem comeu, comeu; quem não comeu, não come mais!”
O movimento estudantil Furacão2025, dissidência do Movimento Tsunami e do grupo de Carrinhos de Rolimã Maoista da USP, por sua vez, declarou que não aceitará a medida: “Estamos organizando uma caravana para a COP 33, em Belém, para protestar contra o fim do Restaurante Central! Nossas bocas só serão fechadas para mastigar o arroz e feijão do bandejão!”
NÃO COLOQUEM O DEDO NO MEU CENTRAL.
Poesia por Estagiário B.
Primeiro, terceirizaram as químicas.
Mas não me importei com isso,
eu não comia nas químicas.
Depois, terceirizaram a física.
Mas não me importei com isso,
eu nem na física ando, tenho até nojo.
Agora, estão tocando no meu central.
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém, não sobrou nada pro betinha.
CHAPA HISTÓRIA DO FUTURO
Chapa para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP declara apoio ao retorno de Sebastião I de Portugal.
"A USP precisa de uma revolução! D. Sebastião tem que voltar! É do desejo do movimento que, ao caçar o quibe no restaurante, percebeu que toda procura de novos calouros para o movimento é vã se nós não resolvermos os problemas dos estudantes e trabalhadores da Universidade de São Paulo. Naturalmente, nos veio à mente a defesa do retorno de D. Sebastião para nos ajudar, já que o retorno de Marx é impossível por questões de direitos autorais com a editora Boitempo", declarou um membro da chapa "História do Futuro".
Questionados pelo jornal O Saruê da Verdade sobre a proposta ser um pouco utópica, a chapa respondeu: “Toda revolução parece impossível até que ela se torne inevitável”.
NOTA DO DIRETOR
Não era para ser um Especial de Dia das Crianças? Infelizmente, não encontramos nenhuma criança no "bloco das mães", pois a USP passou a aceitar apenas mães sem filhos no CRUSP. Tentamos encontrar crianças na Creche Oeste da USP, mas fomos informados de que não havia mais crianças, pois a creche foi fechada pela USP para a construção de um estacionamento de drones da Politécnica. Por fim, apenas uma criança da Creche Central da USP aceitou falar, mas ficou com medo de que parassem de dar salsicha no lanche delas e pediu para retirar o desenho-denúncia que ela produziu.
