CIDADE UNIVERSITÁRIA, 18 DE MAIO DE 2026
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QUEM VAI CHORAR PARA OS GAROTOS RIREM?
Em 05 de dezembro de 2025, foi publicada no Diário Oficial do Estado a nomeação da chapa escolhida para reitorar a Universidade de São Paulo.
A chapa USPessoas, do Porto Seguro, foi a campeã com minoria dos votos (45,2%), provando mais uma vez que você não precisa ter o apoio de todos, ou da maioria absoluta, mas apenas dos que importam.
Como um sinal divino, passados três dias, uma chuva forte atingiu o campus da Cidade Universitária. Tetos e janelas da Faculdade de Economia e Administração (FEA) foram quebrados no vendaval. “Os estudantes e professores fizeram uma economia circular de oração em volta do prédio… Foram fortes as orações, mas a chuva foi mais. De qualquer forma, pela misericórdia do divino, nenhuma catraca foi ferida no evento”, disse João Kenner, estudante de Contabilidade, que, apesar de não estar na sigla nem no nome da faculdade, disse estudar na FEA.
ENTREVISTA COM O REITOR
O jornal O Saruê da Verdade conseguiu uma entrevista exclusiva com o reitor. Mas, infelizmente, fomos expulsos da reitoria após pedir um copo de água. “Eu sabia que vocês só queriam minha água! Minha preciosa água! Minha água!”, gritou o reitor enquanto a guarda universitária arrastava nossos repórteres pelos corredores.
BÔNUS DE 71 BILHÕES PARA PROFESSORES
A Universidade de São Paulo (USP) poderá gastar mais de 71 bilhões de reais com o novo bônus exclusivo para docentes. Estimativas da equipe de economistas em formação do jornal O Saruê da Verdade prevê que, se a USP manter o bônus de mais de 4 mil reais por mês durante 300 anos, o gasto poderá chegar a mais de 71 bilhões de reais para os cofres da universidade, superando o PIB de Montenegro.
O ÚLTIMO TEOREMA PARA SE FORMAR
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), que, apesar do nome e de outras iniciativas, é uma faculdade e não uma escola regular, viveu um conflito estrutural durante o período de greve.
No dia 16 de abril, foi aprovada uma greve estudantil na POLI após uma call realizada no Discord. O presidente do Centro Acadêmico de Todas as Áreas da Poli (CATAPOLI), Pedro Trancoso, foi incumbido de trancar todas as salas. No entanto, segundo relatos, foi impedido pelo professor William Seabra que, para evitar o fechamento dos espaços, decidiu trancar ele mesmo as salas e esconder a chave na Praça do Relógio.
Enquanto Trancoso discutia com Seabra a reabertura das salas, o que permitiria ao movimento estudantil fechá-las novamente e registrar uma foto para o Instagram, outro confronto se desenrolava no pátio da escola. Alunos contrários à greve tentavam subir para as salas de aula. “Tenho o direito de ir e vir”, afirmou um antigrevista, com uma Constituição Federal de 1967 debaixo do braço e um copo Stanley em uma das mãos.
Um constitucionalista que passava pelo local, porém, levantou a interpretação de que a Carta Magna não garantiria o direito de “subir e descer”. Segundo ele, a questão vetorial exigiria a consulta de outro especialista.
Diante da situação, foi convocado com urgência o professor Odi Won, que, naquele momento, reunia cadeiras e um frasco de álcool em gel para incendiar o prédio da POLI.
Infelizmente, a reportagem não conseguiu acompanhar o desfecho da situação. O bandejão Central estava prestes a fechar, e eles não podiam perder a refeição. Esperamos que tudo tenha ocorrido bem e que não fôssemos os únicos com uma caixa de fósforo na bolsa.
INFILTRADOS NA CALL
Grupos da FFLCH têm acusado alunos da Escola Politécnica da USP de se infiltrarem nas assembleias estudantis para votar contra a greve. Por outro lado, a Escola Politécnica da USP tem acusado estudantes da FFLCH de se infiltrarem para votar favoravelmente à greve na Poli.Segundo especialistas, pelo andar do circular, a greve na FFLCH pode durar mais uma semana. Já na Poli, até abril de 2049.
O IMPÉRIO CONTRA-ATACA
Diante das várias queixas dos estudantes da Universidade de São Paulo sobre larvas nas comidas dos restaurantes universitários, a Reitoria da USP decidiu colocar em marcha um plano de solução: um controle biológico de praga.
“Dado que a quantidade de carbofurano nos sucos dos restaurantes não tem resolvido os problemas, resolvemos contra-atacar com um novo plano para combater os parasitas. O plano será executado em etapas para evitar desequilíbrio ecológico; em cada fase, vamos adicionar um novo elemento até solucionar tudo”, afirma a Reitoria em resposta ao jornal O Saruê da Verdade.
Abaixo, o plano:
1ª fase 👨💼👉🪲: o reitor vai adicionar carabídeos, besouros que comem larvas;
2ª fase 🪲👉🕷️: para evitar o crescimento descontrolado dos besouros, vamos adicionar, posteriormente, algumas espécies de aranhas que comem os besouros que comem as larvas;
3ª fase 🕷️👉🐸: vamos adicionar algumas espécies de sapos para comer as aranhas que comem os besouros que comem as larvas;
4ª fase 🐸👉🐟: adicionaremos traíras, um peixe carnívoro que vai comer os sapos que comem as aranhas que comem os besouros que comem as larvas;
5ª fase 🐟👉👨🎓: os alunos vão comer os peixes, que comem os sapos que comem as aranhas que comem os besouros que comem as larvas;
6ª fase (final) 👨🎓👉👨💼: para evitar a proliferação de alunos, vamos adicionar um reitor que cuidará da diminuição do número de alunos que comem os peixes, que comem os sapos que comem as aranhas que comem os besouros que comem as larvas.
PROMESSAS E PREVISÕES
A conta oficial da USP publicou em suas redes sociais “Cê pode não gostar, mas não vou mais falar palavra…”, o que aponta para a abertura de um diálogo, o melhor tipo de diálogo: aquele em que apenas um lado fala. Geralmente, quando o outro lado fala, chega-se a um impasse e, para a USP, alcançar um consenso democrático é muito importante.
NOTA DO DIRETOR: Publicaremos mais sobre os últimos acontecimentos nas próximas edições! Infelizmente, temos espaço limitado por edição e as crises na USP parecem não ter limites. Confiem!
EXPEDIENTE: DIRETOR: Saruê Salgado;
EDITOR-CHEFE: Saturno Anônimo;
ESTAG./SOCIAL MEDIA: Zerão
